
Em entrevista coletiva no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, na manhã desta terça (12), a junta médica de Hebe Camargo afirmou que o tumor primário de peritônio, que atinge a apresentadora, é raríssimo e atinge uma em cada 100 mulheres.
O tratamento de quimioterapia se iniciará nesta quarta (13). Porém, a partir de fevereiro, a apresentadora já está liberada pelos médicos para voltar ao trabalho.
Antônio Vasconcellos de Macedo, cirurgião-geral, e Sérgio Simon, oncologista, explicaram o estado de saúde da apresentadora e falaram sobre as expectativas do tratamento.
Hebe deu entrada no hospital na terça-feira (6), ao voltar de uma viagem para Miami. Segundo Macedo, ela sentia fortes dores abdominais e apresentava uma distensão na região do intestino. A apresentadora acreditava ser um mal-estar gástrico, situação que não foi confirmada pelos exames – a colonoscopia (exame do intestino) e a endoscopia (exame do estômago) a que foi submetida tiveram resultados normais. Uma tomografia de abdome, porém, revelou uma suspeita de tumor do peritônio, que é a membrana que reveste todos os órgãos abdominais. Os órgãos, porém, não foram atingidos. Hebe voltou para casa e retornou ao hospital na sexta (9), e no sábado pela manhã se submeteu à cirurgia.
- O peritônio tinha nódulos por toda a sua extensão, e alguns foram retirados para análise – explicou o médico.
Ainda de acordo com o cirurgião, ela evoluiu muito bem e está na unidade semi-intensiva, devendo ir para o quarto ainda hoje. Amanhã pela manhã, Hebe começa a receber a quimioterapia endovenosa (ou seja, o medicamento é injetado na veia). O oncologista Simon explica o tratamento:
- São oito aplicações a cada 21 dias. É possível que ela tenha de fazer uma segunda cirurgia para avaliar o tratamento, isto é muito frequente. Mas é vida normal, pode gravar o programa, se alimentar como de costume. Neste fim de semana ela já vai estar em casa.
O tratamento, segundo os médicos, tem 60% de eficácia. Caso não haja sucesso, porém, existem outras alternativas.